5 Conselhos para quem vai investir na Bolsa de Valores

Quem tem “sangue frio” pode apostar na compra e venda de ações para diversificar seu investimentos

Com o atual cenário econômico, é preciso ter cautela na hora de fazer aplicações financeiras. Quem é iniciante e quer entrar na Bolsa de Valores, uma modalidade de investimento tradicionalmente mais arrojada, deve observar alguns critérios para obter sucesso.

Os analistas recomendam ações de empresas tradicionais e de setores que costumam oferecer bons resultados, mesmo com dólar e juros altos.  “O mais importante é que as ações sejam de setores diferentes da economia, porque o risco setorial deve sempre ser levado em consideração. Se acontecer algo ruim em um setor onde você concentrou a maioria dos investimentos, você pode sofrer prejuízo em toda a sua carteira”, afirma David Dantas, professor de Economia da Universidade São Judas Tadeu.

Veja outras cinco dicas para entrar na Bolsa com o pé direito:

1 - Busque informação. “Devemos considerar os aspectos econômico-financeiros das empresas, sua capacidade de geração de caixa e o cenário econômico na qual ela desenvolve seus negócios”, diz o professor Dantas. Para isso, informação é fundamental. Se você se sente inseguro, a Bolsa de Valores não é para você. Mas ela também não é nem um bicho de sete cabeças. Existem vários cursos presenciais e online, como os oferecidos pela Bovespa.

2 - Tenha uma boa consultoria. “Para os investidores iniciantes e inexperientes é aconselhável escolher uma instituição financeira que possa oferecer serviços de análise de empresas”, orienta Dantas.

3 - Monitore seus investimentos. Uma vez escolhida a empresa na qual investir, é preciso fazer o monitoramento das ações de forma correta. “O investidor tem que acompanhar como estão as ações pelo jornal ou pela internet, e observar se a cotação está subindo ou caindo”, diz o analista financeiro Flávio Conde. O monitoramento pode ser feito mensal, semanal ou diariamente, dependendo da disponibilidade de tempo do investidor e prazo do investimento – em aplicações de curto prazo, é melhor que o monitoramento seja feito todos os dias.

4 - Não se precipite. Nada de pânico diante das oscilações das ações ou você corre o risco de não tomar as decisões certas nas horas certas. “Procure entender porque a ação está caindo. Se foi por fatores específicos da empresa, você pode trocar por outras ações ou vender. Mas, se foi um fator do mercado (crise econômica nacional ou local ou, mesmo, instabilidade política), o melhor é ter calma e esperar passar”, afirma Conde.

5 - Diversifique os investimentos. Não aplique todo o volume desejado de recursos de uma só vez (ou em uma única compra) e aumente o volume aplicado apenas se os papeis estiverem apresentando bom desempenho. “Se as ações não estão se valorizando é melhor reavaliar”, aconselha Dantas. Mas, como em tudo na vida, excesso é prejudicial. “Não se deve diversificar de forma excessiva, pois você corre o risco de perder o controle. A diversificação deve ser de, no máximo, cinco ações de setores diferentes”, orienta Dantas.

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